Saturday, July 01, 2006

Estamos Quites

Quando pisei terras Lusas, confesso, tive alguma simpatia pelo C.D.S. Cheguei a assumi-lo no Barreiro onde era difícil faze-lo. Algum tempo depois, Freitas, do Amaral, assumiu o bloco central, na minha opinião em contra natura.

Afastei-me então, achei que não fazia sentido.

Mais tarde, Freitas foi candidato a presidente e, durante quinze dias quase não fui à cama, tinha a responsabilidade dos stands de engenharia montados na FIL dos " Jovens por Portugal". Perdemos por um estádio de futebol e a derrota custou muito.

Freitas foi rodando, da direita para a esquerda, foi pela regionalização, por isto, por aquilo, contra natura mais uma vêz.

Depois assumiu-se como ministro de um governo socialista. Esta cansado, notava-se, até que percebeu que este nunca poderia ser o seu governo, defender a sua política, impor as suas ideias...

Saiu agora, na minha opinião pela porta pequena, por onde os grandes políticos não podem sair. Freitas, um homem de estado, um homem inteligente, seguiu quimeras e, por isso matou o CDS e passou ao lado de uma carreira política que poderia ter sido brilhante.

Freitas e eu, seguimos quimeras, ele as dele eu a sua candidatura a Presidente da Républica, eu perdi, ele também...

Estamos quites.


Desenho de Marco

Thursday, June 29, 2006

Os Quartos


Estamos lá e foi dia de festa, nos quartos, claro, aqueles que param o país, as empresas, os deputados, o trânsito, os quartos, os do futebol.

Os quartos, "A Batalha de Nuremberga"...

Como se uma partida de futebol pudesse ser comparada com o sofrimento de Nuremberga e com o respeito pelos que lá perderam a vida, mas estamos nos Quartos, com o pior do que temos...

A manha, depois de uma pequena cotovelada, o enrolar sem objectivo definido, o chutar para canto para aliviar a pressão, o atropelo para tirar o adversário da frente, o jogo com a mão e um pontapé para a baliza de vêz em quando para que se note trabalho.

Somos assim, manha, treta, falta de objectivos, mas com muita vontade e atropelo.

Somos assim e por isso vamos sobrevivendo, porque "tem dias" em que marcamos golos...

Wednesday, June 14, 2006

Amigos

Apesar da falta de tempo, vou recebendo miminhos e presentes de amigos e amigas.

Porque não dá para colocar todos, fica aqui este, como sinal de reconhecimento pela amizade.



Monday, April 24, 2006

Dia 24- uma casa com jardim

Um Mês depois do último escrito aqui, é tempo de voltar.

Faz hoje anos que durante todos os anos comemorava os anos do meu pai...

Lembro-me dos tempos felizes em que uma grande família que se juntava à volta da mesa em boa alegria.

Lembro-me dos tempos da casa nova em Nova Lisboa, onde de facto senti que tu eras feliz.

Lembro-me dos teus cinquenta anos, comemorados, na casa nova, com amigos, mas já com o pressentimento que algo não ia bem.

Lembro-me do teu acreditar em Angola até ao último dia, em que depois de ficares sózinho, vieste para cá dizendo, não dava mais... tu que também foste um pai e um amigo para aqueles que eram teus empregados...

Lembro-me da tua tristeza por teres abandonado os cães, os teus Boxers, não podiam vir não é pai...

Depois foste envelhecendo, ficaste doente, foste definhando, sofrendo mais do que devia ser permitido, pai devia haver uma lei para não se sofrer tanto...

Partiste, pai, e este ano, tal como o ano passado não tive a tua festa, não pude estar contigo, estando.

Sou um homem de sorte, porque tive um pai como tu.

Falta pouco para eu ter cinquenta, e ontem pai, comprei uma casa com jardim, e se Deus quizer, vou ter um Boxer.

Sabes quanto lutei por isso, com a minha vontade e a tua força, com a tua honestidade e com o teu exemplo, com tudo o que me ensinaste, consegui pai.

Sabes, pai, antes da casa nova existe um cruzamento e uma curva, um pouco longe, tal como na casa de Angola, talvêz o meu Boxer se levante e espete as orelhas, quando ouvir o carro, antes de ser possível a qualquer humano como o nosso fazia, e que quando ele levantar as orelhas, o meu filho perceba que estou a chegar e que com a mesma alegria que eu tinha, se prepare para seguir os teus passos.

Hoje pai fazes anos, que eu te possa sempre recordar com este carinho.

Continuo a amar-te pai e sabes, continuas a fazer-me falta.

Beijinho pai

Friday, March 24, 2006

Que Grande revolução vai nesta nação

Socrates, como os nossos jornalistas dizem, ou o Sr Primeiro Ministro , como eu prefiro dizer, está de facto a promover uma revolução nesta nação.

Estará para breve a extinção dos institutos públicos, estará para breve... todos os dias temos o boato que prepara a acção.

Na última semana foi um " ver se te avias " ...declarações electrónicas de IRS, licenciamento na hora, selo do carro por via electrónica... por mim tudo bem, mas num país com tão pouca penetração de Internet e em que muitos não sabem como usar o computador, estou mesmo a ver a revolução tecnológica em curso. Quando o estado acabou com o papel selado, vendiam-se as folhas de 25 linhas, quando se introduziram os impressos do Bilhete de Identidade com uma letra por quadradinho, muitos se lembrarão, do banquinho e da máquina de escrever estratégicamente colocado perto do Arquivo de Identificação, com a respectiva fila aguardando o preenchimento dos papelinhos a troco de uns escudos.

No tempo da revolução a tecnológica não me espantará ver na porta de cada um dos organismos um portátil com placa de acesso, para consulta e envio de internet, com a respectiva fila de cidadãos, dispostos, cada um deles, a pagar uns Euros pelo serviço. Afinal tudo evolui, até os escudos...

Pena é que educação, formação, mobilidade, acesso a novas tecnologias, emprego, etc, continuem alegremente na gaveta.

O que acho estranho é que até o PCP alinha e aplaude, pensando bem, afinal não é tão estranho assim.

Tudo Evolui, só o País está cada vez mais " na mesma "

Saturday, March 11, 2006

Oeiras mais à frente

Ao contrário de Manuel Alegre, Isaltino não desbaratou o capital de votos que lhe foram dados nas eleições.

No dia 9, contituíu-se na Biblioteca de Oeiras o movimento cívico, " Oeiras Mais à Frente ". Foram sócios fundadores, os apoiantes e candidatos daquele movimento independente, que ganhou a Câmara de Oeiras.

Sem querer ser partido político, pelas pessoas que aglutina, este movimento poderá de facto ser uma mais valia para o concelho, tendo desde já, algumas actividades agendadas para Maio e uma sede em perpectiva.

Mais uma vêz Isaltino prova que sabe o que fazer com os meios e pessoas que o apoiam, mas uma vêz mais também, a Comunicação social estava distraída, apesar de avisada, para acontecimentos importantes no Concelho.

Fora mais uma notícia sobre o processo, que já não é e, não faltariam primeiras páginas.

Até o Semanário Nacional que tem vindo a perder qualidade e que durante a campanha quase virou orgão oficial de Teresa Zambujo, como se um local fosse, se esqueceu desta notícia.

Tuesday, February 28, 2006

O PSD deve uma explicação a Oeiras

No passado Domingo, não, não era o de Carnaval e ainda estáva mos longe das folias, o PSD anunciou com pompa e circunstância que iria apresentar na Assembleia Municipal uma moção no sentido de Isaltino de Morais suspender o mandato. Para tal o PSD moveu todos os "lobyes" que tem ao dispor e a Assembleia estava carregada de orgãos de comunicação social. Marques Mendes não perdeu a oportunidade de voltar a falar de ética. Iniciada a Assembleia, Macieira Coelho do PSD faz um discurso contundente, mas fica baralhado quando confrontado com um comunicado do PSD Oeiras em que, a nível local, o partido não se revê naquela posição e garante respeitar a vontade do eleitorado. O PSD oscila e não se percebe qual o PSD que fala, o nacional? o de um grupelho ligado a Marques Mendes ? o de Oeiras não certamente. O Partido Socialista, responsávelmente não vota as moções apresentadas entretanto pelo BE e CDU já que a moção não tem poder para obrigar Isaltino a suspender o mandato tratando-se apenas de uma forma de achincalhamento político. Na votação das moções o PSD opta pela abstenção.

Depois de um achincalhamento público, depois de o seu líder ter vindo a terreiro, depois de uma intervenção inflamada, Macieira Coelho é um homem só abandonado pelos seus pares.

A Abstenção do PSD tem que ser explicada aos Oeirenses, que não estarão certamente para serem joguetes nas mãos dos jogos do poder das facções do PSD, que têm nomes.
O PSD tem que se mostrar digno do que assume, não pode públicamente dizer que não aceita mandatos e lugares em empresas municipais e depois praticar o contrário. Ética e Honestidade não se apregoam, praticam-se.